26 janeiro 2009

Copa SP Juniores

No início do ano, tinha sugerido para Dinha de irmos num dos jogos da copinha que fosse realizado aqui na capital, e que levássemos os priminhos dela de Mauá, já que eles não tem muitas opções de lazer por lá.

Só foi ter jogo na capital com um dos 04 grandes na semifinal, Corinthinas vs. Avaí, e fomos neste embate.

Para pegar os os ingressos foi um parto. O local do jogo foi definifo na quarta à noite, no site da federeção paulista, e resolvemos comprar no Pq. São Jorge na manhã da quinta. Os ingressos começariam a ser vendidos às 11hs e chegamos por volta das 12:30 e de uma hora para outra, sem qualquer motivo para nós torcedores, ela cancela a venda dos ingressos da copinha e diz que a venda será feita somente na sexta.
O mais impressionante é que quando cheguei em casa, entrei no site da federação e lá constava que a venda estava sendo feita normalmente ... uma falta de respeito absurda pelo torcedor, ja que quem trabalha dificilmente consegue se deslocar para comprar tal ingresso, já que as vendas ocorrem das 11 às 19hs.

Na sexta chegamos no mesmo horário e para nossa sorte, crinaças até 12 anos entravam gratuitamente na copinha. Dinha e eu economizamos uma boa grana, já que fomos preparados para comprar 12 ingressos, sendo 10 inteiras (ai...).

Estava absurdamente cansado quando cheguei em casa, para tomar banho antes de ir ao jogo, mas o sacrifício seria por uma boa causa. Ao chegar em Mauá, todas as crianças estavam à postos comendo umas bolachas. Ao vê-los, deu uma sensação boa dentro do peito em saber que estávamos lhes proporcionando algo diferente do que eles estavam acostumados e que tão cedo elas não fariam se não o fizéssemos.

Com as bençãos de Charles Muller, fizemos um pique-nique que durou poucos minutos, mas que ajudou pacas a passarmos a noite ali. Durante o jogo, foi um misto de muito bate-papo, pega-pega, cafunés da Dinha e muita reza para que não chovesse e/ou que a garoa não aumentasse.

A volta foi tardia por conta dos pênaltis e da "rapidez" absurda do trenzão Luz-Mauá, chegando na estação por volta da 00:30, sem condições alguma de voltarmos naquela noite para nosso duplex no Teotônio.

E o que também me confortou muito naquela noite era ouvir muitas vezes as mesmas perguntas de vários deles: "quando sairemos de novo?", "onde iremos da próxima vez?"; o que contrastou infelizmente com o achismo de seus pais e tios que nos diziam repetidas vezes que "éramos loucos de levarmos todos eles para passear", sendo que é justamente disso que eles precisam, conhecer novas culturas, novas opções de lazer, saber que existem outros mundos além de Mauá e que eles podem e devem ir atrás destes.

Pena que exista tanto achismo e poucas atitudes.

2 comentários:

Elise disse...

Legal isso!

Legal tbm foi vc não ter morrido de alergia em assistir um jogo do Timão... hihihihi

Dinha disse...

Rogério,

demoei para comentar este post, porque achei um dos mais lindos que você escreveu. Atitudes como essa reafirmam o porque casei com você e que homem maravilhoso você é.
Adoro meus priminhos, sinto uma enorme alegria dentro de mim, somente em vê-los. Em perceber que apesar de todas as dificuldades que já passaram e passam são crianças ricas em esperança e amor. Pena que nem todos os pais deles conseguem perceber o que você de imediato constatou.
Tenho certeza que esta experiência marcará para sempre a vida deles. Não somente por vês o timão, mas por toda a alegria e a festa que foi o evento: o trêm, o metrô, a longa caminhada, o lanche na praça, as brincadeiras... Eles puderam ser crianças em suas essêncis mais íntimas e foram respeitados e valorizados justamente por isso.
Então tio Rogério, quando é que voamos repetir de novo.
Te amo, muito, muiiiiiiiiiiito, muiiiiiiiiiiiiito.