10 março 2008

Bodas de prata

Quando era criança, confesso que olhava os jovens de 18, 20 anos com muita admiração e inveja pela liberdade que tinham, em como o papo era diferente, ficava imaginando como eu seria com tal idade, no que estaria trabalhando, onde, como seria fazer uma facul, era uma doideira só.
Confesso que estes meus 25 anos que se passaram foram incríveis, conheci muita gente louca, muita gente ruim, poucas pessoas que me tocaram, mudei muito minhas opiniões sobre as coisas, tive momentos de grandes alegrias, chorei um milhão de vezes, às vezes de raiva, ganhei muitas batalhas, perdi algumas, e estamos aí.
Confesso que algumas coisas que achei que aconteceriam em determinados momentos de minha vida aconteceram antes ou depois do imaginados, mas nenhum no momento que achei que seria. Por exemplo, achei que me formaria em 2004 (e não em 2006), achei que me casaria com idade entre 30 e 35 (e casei aos 25), achei que lecionaria apenas a partir de 2014 (e já leciono desde o ano passado).
Mas é como sempre digo às pessoas, as coisas acontecem não no tempo que queremos e sim no tempo que estivermos preparados.
Há ainda perguntas sem respostas, como quando quitarei os débitos com a PUC e a CEF, quando nascerão meus filhos, quando estarei fluente no inglês e no italiano, quando aprenderei os outros 06 idiomas que gostaria, quando farei as outras 06 faculdades que pretendo...
O balanço deste 25 anos é super positivo, muitas metas foram alcançadas: fui o primeiro de minhas famílias materna e paterna a terminar os ensinos fundamental, médio, superior; fiz uma faculdade de ponta; dedico um tempo maior dando minha contribuição à sociedade através da educação; consegui trabalhar com a área de educação (que era um projeto antigo).
Muitas vezes pedi a Deus que me ajudasse, e por muitas vezes ele intercedeu.
E sem sombra de dúvidas, ele atendeu meu maior sonho: casar com alguém que me amasse de verdade, e que fosse alguém fantástica, carinhosa, delicada, engraçada, linda, inteligente, calma, responsável, que tivesse muitos gostos em comum comigo, que sonhasse, e que respeitasse meus defeitos e limitações.
Obrigado Pai, pelos melhores 25 anos que eu poderia ter tido.

Um comentário:

Dinha disse...

Que linda reflexão.
Sinal de maturidade e felicidade.
Que a vida continue a te revelar surpresas e você permanece com a flexibilidade de curtir e aprender com cada momento.